O QUE É?

A urina produzida pelos Rins é drenada para unidades excretoras, até chegar a bexiga, sendo elas os cálices, pelve e ureter. A transição da pelve para o ureter é denominada junção pieloureteral (JUP).

O QUE É ESTENOSE DA JUP?

A Estenose da Junção Pieloureteral (JUP) é a obstrução parcial ou completa da transição da pelve com o ureter, causando acúmulo de urina nos Rins, o que acarreta em dilatação do sistema excretor alto (Pelve e Cálices), podendo comprimir sua própria estrutura (parênquima), levando a perda de sua função.

Essa obstrução pode ser intrínseca (obstrução da luz do ureter por defeito na formação do ureter) ou extrínseca (compressão externa por vasos renais acessórios). A Estenose de JUP ocorre em cerca de 1 a cada 1000 a 1500 recém-nascidos, sendo 2 vezes mais comuns no sexo masculino e podendo ser bilateral em 5 a 15 % dos casos. O grau de obstrução varia de caso para caso, por isso algumas crianças precisam de cirurgia e outras não.

DIAGNÓSTICO

Em alguns casos, o diagnóstico só é feito quando o paciente apresenta algum sintoma como dor abdominal, infecção urinária, hematúria (sangue na urina) ou massa palpável no abdome. A maioria pode ser detectada ainda durante a gravidez, através da ultrassonografia pré-natal. Após o nascimento, o recém-nascido deve ser investigado com uma série de exames:

  • Ultrassonografia renal (USG)
  • Cintilografia renal com DTPA
  • Tomografia Computadorizada (TC)

TRATAMENTO

O tratamento da Estenose de JUP pode ser feito basicamente de duas maneiras, ou através da cirurgia (Pieloplastia) ou da observação clínica (acompanhamento da criança periodicamente através da repetição dos exames).

O tratamento clínico é feito através da observação permanente, repetindo-se os exames de US e Cintilografia periodicamente e comparando-os com os exames anteriores, com o objetivo de acompanhar a função renal e o grau de dilatação e obstrução do rim. Caso durante essa observação for notado piora, a cirurgia estará indicada.

O objetivo do tratamento cirúrgico é de remover a junção obstruída e fazer uma plástica, ligando novamente o ureter a pelve de forma livre e permitindo fácil descida da urina dos rins para a bexiga.

A escolha do melhor tratamento irá depender do resultado dos exames citados acima.

O objetivo principal de qualquer forma de tratamento, seja clínico ou cirúrgico, é preservar ou evitar a piora da função do rim.

Antes de definirmos qual tratamento será mais apropriado para seu filho, precisamos avaliar vários fatores, como:

  • Grau de dilatação e obstrução renal.
  • Função do rim afetado.
  • Se há possibilidade de melhora com a cirurgia ou, pelo menos, estabilização da função renal.
  • Se a criança tem dor ou infecção urinária de repetição.

Uma avaliação do Urologista Pediatra é fundamental para se definir a possível evolução do quadro obstrutivo, e se há necessidade de tratamento clínico ou cirúrgico, e qual o melhor momento para isso.

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